11 empresários e contadores são presos por fraude; advogados estão foragidos | Zanquetta Vitorino Advogados Associados

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27/07/2012 16h52

Onze pessoas foram presas ontem de manhã (25) na “Operação Klon”, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio das Polícias Federal e Militar. A ação visava desarticular uma quadrilha sediada em Marília e que atuava em território nacional especializada na inserção de dados falsos no sistema da Receita Federal, receptação de espelhos de documentos públicos, falsificação, fraudes bancárias e contra o comércio, receptação de veículo e lavagem de dinheiro.

Somente na cidade, foram presos o contador Adelino Brandt Filho e seus supostos comparsas Carlos Martinelli, Marcos da Silva, Dorival Carvalho Ramos, Eliel Valentin de Souza, Marisa de Lima Furlaneto Cardoso e Guilherme Furlaneto Cardoso. Já o advogado Carlos Alberto Gonçalves, além de João Bosco Dias da Silva e Esther Rodrigues Diego não foram encontrados e são considerados foragidos.

ENTENDA

As investigações descobriram que parte do grupo centralizava, em São Paulo, a recepção de encomendas de diversas partes do Brasil para que fossem inseridos dados falsos no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Receita Federal, o que era feito por outros integrantes da quadrilha na capital e também em Minas Gerais.

Segundo foi apurado, mais de 300 CPFs falsos foram inseridos no sistema da Receita Federal no período de quatro meses. De acordo com a nota divulgada pelo GAECO, há ainda claras indicações de que esse número seja ainda maior.

Além disso, o bando supostamente receptava espelhos de RG’s e outros documentos subtraídos de órgãos públicos de São Paulo, Alagoas e outros estados e neles inseriam dados falsos, para depois distribuí-los pelo país, cobrando por isso.

Na ação deflagrada ontem, o GAECO acredita ter feito “uma das maiores apreensões de documentos públicos de origem ilícita”, segundo a própria nota. Isto porque foram encontrados com os investigados cerca de 30 mil “espelhos” em branco de cédulas de identidade de diversos estados, centenas de selos desviados de cartórios e que seriam usados para autenticação, documentos de transferência de veículos em branco, RGs e CPFs falsificados, carteiras de trabalho e espelhos de CNHs, além de pilhas de documentos públicos e mais de R$ 32 mil em dinheiro e cheques.

Ainda de acordo com o GAECO, outra parte da quadrilha era responsável pelo encontro de “laranjas” para participação no esquema de fraudes bancárias. Eles recebiam documentos falsos e os utilizavam para abrir empresas de fachada. Usavam os dados para abrir contas em bancos e financeiras e conseguiam empréstimos em diversas instituições, que chegavam a casa de R$ 200 mil cada. Após a retirada do dinheiro e divisão de lucros, os falsários repetiam o esquema, utilizando novos documentos e novas falsificações.

As investigações descobriram centenas de crimes de estelionatos praticados pelo país. O valor do prejuízo, no entanto, ainda não foi calculado. Também foi revelado que o bando falsificava talões de cheques verdadeiros e também agia clandestinamente no ramo automotivo, praticando o golpe conhecido como “NP”, ou “ninguém paga”.

Todos responderão por formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos, falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica, estelionatos, receptação e lavagem de dinheiro. Os bens de todos eles foram bloqueados pela Justiça.

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